Católicas comenta palavras do Papa Francisco
Neste momento em que celebramos o dia de luta pela legalização do aborto, queremos compartilhar nossa reação às palavras do Papa Francisco em sua entrevista concedida recentemente.
Neste momento em que celebramos o dia de luta pela legalização do aborto, queremos compartilhar nossa reação às palavras do Papa Francisco em sua entrevista concedida recentemente.
O direito ao manifesto público e à livre expressão é constitucional, e deve ser respeitado e garantido para todos e todas as brasileiras, principalmente quando o alvo da luta em questão diz respeito aos direitos humanos, plurais e o repúdio à discriminação. No entanto, há pessoas que não compreendem isso muito bem e insistem em violar estes direitos sistematicamente.
O aborto inseguro é a terceira causa de morte de brasileiras. Segundo o Ministério da Saúde, ocorrem cerca de 1 milhão de abortos por ano e 180 mulheres morrem após o aborto inseguro, principalmente as jovens, pobres e negras. Os dados são alarmantes e têm impulsionado, ao longo das últimas três décadas, a atuação de diversos grupos de mulheres e feministas que lutam pelos direitos, dignidade e saúde das mulheres. Católicas pelo Direito de Decidir está entre esses grupos.
Vimos a público expressar nossa concordância com a atitude da Presidenta Dilma Rousseff por sancionar o PLC 03/2013, que dispõe sobre o atendimento obrigatório e integral de pessoas em situação de violência sexual e nosso apoio à Ministra Eleonora Menicucci, Chefe da Secretaria de Políticas para as Mulheres.
Reflexões sob a ótica da teologia feminista sobre o fundamentalismo que viola os direitos humanos na América Latina.
Parlamentares da bancada religiosa do Congresso Nacional brasileiro pressionam a presidente Dilma Rousseff para que ela vete o projeto de lei 03/2013, que regulamenta o atendimento emergencial em hospitais a mulheres vítimas de violência sexual e estupro. Na interpretação dos oposicionistas religiosos, no entanto, o projeto foi tomado como uma espécie de manobra para ampliar as previsões legais de abortamento no país, onde o aborto é permitido em caso de gravidez resultante de estupro, risco de vida à gestante e anencefalia fetal.
“Você arrumou um namorado, não tomou as precauções, agora você quer se livrar dessa criança… é uma vida que está aí dentro. Eu sei que muita gente acha que Deus não existe, duvidam da existência de Deus, mas pra mim um bebê é a prova mais concreta de que Deus existe.”
Os escândalos de pedofilia na Igreja católica contribuíram para minar sua credibilidade. Tão grave quanto a prática da pedofilia é a atitude da hierarquia católica, que esconde padres denunciados por suas vítimas, transferindo-os de paróquias e estabelecendo a “política do silêncio”, que nega acusações e protege padres agressores.
A mídia brasileira está sendo inundada por imagens e declarações do Papa Francisco, que vem ao Brasil para a Jornada Mundial da Juventude, megaevento religioso que ocorrerá entre os dias 23 e 28 de julho no Rio de Janeiro. Espera-se que um público de mais de dois milhões de jovens católicos/as de todo o mundo vá à capital fluminense para participar da JMJ.
Queremos saudá-lo, Papa Francisco, como mulheres que, desde a perspectiva da fé, temos a esperança de que profundas mudanças permitam à Igreja apresentar-se ao mundo como essa luz de que fala a Encílica Lumen Fidei, sua primeira carta à comunidade católica.